
Uma operação da Polícia Federal com apoio da Receita Federal atingiu, nesta terça-feira (12), estabelecimentos investigados por comércio clandestino de eletrônicos em Salvador. A ação faz parte da Operação Putridium Malum 6 e cumpriu cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela 17ª Vara da Justiça Federal da capital baiana.
O alvo da investigação é um esquema de venda de produtos eletrônicos introduzidos de forma clandestina no Brasil, sem recolhimento dos tributos devidos. De acordo com a PF, as apurações indicam que empresas funcionavam no mesmo espaço físico e atuavam na comercialização desse material de forma irregular.
O ponto que mais chama atenção é o volume financeiro atribuído ao esquema. A estimativa da Polícia Federal é de que o investigado tenha movimentado cerca de R$ 16,2 milhões em aproximadamente 18 meses, valor que ajuda a explicar por que a operação também apura lavagem de dinheiro, além de descaminho.
Publicações locais identificaram o alvo como uma loja ligada à comercialização de aparelhos da Apple e iPhones, mas a nota oficial da PF trata o caso, até aqui, de forma mais ampla, como comércio ilegal de produtos eletrônicos. Por isso, o que está formalmente confirmado é a investigação sobre venda clandestina de eletrônicos, não um detalhamento público completo de todos os itens apreendidos ou de todas as marcas envolvidas.
Os investigados poderão responder por descaminho e lavagem de dinheiro. A nova fase da Putridium Malum reforça a ofensiva da PF na Bahia contra redes de importação e revenda irregular de eletrônicos, um mercado que mistura alta circulação de dinheiro, sonegação tributária e estruturas empresariais montadas para ocultar a origem das mercadorias.