
Desembargadora Maria de Lourdes Pinho Medauar, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) / Reprodução
Guilherme Henrique Sodré, publicitário conhecido como “Guiga” e apontado como um dos aliados mais próximos do senador Jaques Wagner (PT-BA), foi alvo da Polícia Federal nesta quinta-feira (18), durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero. Sodré é casado com a desembargadora Maria de Lourdes Pinho Medauar, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
Segundo reportagem do Metrópoles, a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), descreve Sodré como uma “pessoa próxima e de confiança” de Jaques Wagner. Ainda de acordo com o documento citado pelo veículo, ele atuaria como articulador entre o núcleo empresarial do Banco Master, o entorno pessoal do senador e, em determinadas ocasiões, interlocuções relacionadas ao gabinete parlamentar.
A operação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. Além das buscas, o STF autorizou medidas cautelares como suspensão de passaportes e proibição de contato entre investigados. A investigação apura suspeitas de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Conforme o Metrópoles, Guilherme Henrique Sodré é casado desde dezembro de 2025 com a desembargadora Maria de Lourdes Pinho Medauar. A reportagem também afirma que ele já havia sido investigado pela Polícia Federal em 2008, quando foi apontado como lobista do banqueiro Daniel Dantas.
Outro ponto destacado pelo veículo é que Sodré foi casado anteriormente com Fátima Mendonça, atual esposa de Jaques Wagner. Dessa relação nasceu Eduardo Mendonça Sodré Martins, atual secretário do Meio Ambiente da Bahia, que também figura entre os alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero.
A coluna de Tácio Lorran, do Metrópoles, informou ainda que, no início deste mês, revelou que o empresário Marcelo Maia Souza Marques, citado na investigação por supostos pagamentos do Banco Master a uma empresa de fachada no Rio de Janeiro, é irmão do procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia Souza Marques.
Até a publicação desta reportagem, não havia manifestação pública dos investigados sobre o conteúdo da decisão citada pelo Metrópoles. O espaço permanece aberto para posicionamentos.