
A médica e cirurgiã plástica Karina Cristaldo relatou ter sido acusada de furto e impedida de deixar uma unidade da Zara, localizada no Iguatemi Porto Alegre, depois de concluir uma compra. Segundo ela, o episódio teria sido provocado por uma falha no sistema de segurança da loja. O caso começou a repercutir em perfis locais nesta sexta-feira (17).
Em vídeos publicados nos stories, Karina aparece dentro do estabelecimento e afirma que já estava esperando havia mais de meia hora. A médica declarou que todas as peças escolhidas haviam sido colocadas no espaço de pagamento com a ajuda de um funcionário identificado por ela como Bruno.
“Estou aqui há mais de meia hora parada e estão me acusando de roubo”, afirmou.
De acordo com o relato, depois de finalizar a compra e colocar os produtos na sacola, ela foi abordada na saída por causa de uma blusa avaliada em aproximadamente R$ 50. Karina negou ter retirado qualquer mercadoria sem pagar e atribuiu a ocorrência a um problema no detector ou no sistema de registro das peças.
A médica afirmou que permaneceu na porta da loja enquanto a situação era verificada. Visivelmente indignada, disse que era cliente antiga da rede e criticou o procedimento adotado diante da possível inconsistência tecnológica.
“Eles estão com um sistema errado, que dá problema, e os clientes ficam passando por esse constrangimento”, declarou.
As imagens divulgadas mostram Karina no interior da Zara enquanto relata o episódio, mas não apresentam o momento inicial da abordagem nem a conversa completa com os funcionários. Também não é possível verificar, apenas pelos registros publicados, qual falha teria ocorrido no sistema antifurto ou na conferência da compra.
Perfis que repercutiram o caso identificaram Karina como médica e informaram que o episódio ocorreu na unidade do Iguatemi Porto Alegre. As publicações afirmam que a suspeita teria surgido após um problema com o detector da loja.
O relato também provocou questionamentos sobre a maneira como consumidores são abordados quando sistemas de segurança apresentam inconsistências. Por envolver uma mulher negra acusada de retirar uma mercadoria sem pagar, o episódio ainda pode alimentar o debate sobre abordagens discriminatórias no comércio.
No trecho divulgado, contudo, Karina não apresenta elementos que permitam concluir de forma independente que houve motivação racial. Qualquer afirmação sobre racismo dependerá da apuração das circunstâncias, das imagens internas da loja, dos procedimentos adotados pelos funcionários e do depoimento das pessoas envolvidas.
Até a conclusão desta matéria, não havia sido localizado um posicionamento público detalhado da Zara ou do Iguatemi Porto Alegre sobre o relato. A manifestação das empresas será necessária para esclarecer por que a cliente foi abordada, quanto tempo permaneceu no estabelecimento e qual foi o resultado da conferência das mercadorias.
O O Bahia Post atualizará a reportagem caso a Zara, o shopping ou a médica apresentem novos esclarecimentos sobre o episódio.

