
“Semiárido Abandonado”: ACM Neto Dispara Contra Governos do PT e Alerta Para Colapso da Seca na Bahia
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- 6 de fev.
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A seca voltou a ocupar o centro das preocupações da população baiana. Somente no ano passado, cerca de 2 milhões de pessoas foram afetadas pela estiagem em diferentes regiões do estado, segundo dados da Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec).
Diante da gravidade do cenário, a Fundação Índigo, presidida pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), promoveu na noite desta quinta-feira (5), em Irecê, o evento “SOS Bahia: Caminhos para transformar a realidade do semiárido baiano”. O encontro reuniu lideranças políticas, produtores rurais e moradores da região centro-norte do estado.
Durante o evento, ACM Neto fez duras críticas à condução das políticas públicas dos governos do PT na Bahia voltadas ao enfrentamento da seca. Segundo ele, apesar de o semiárido representar 85% do território baiano e abrigar cerca de metade da população do estado, não houve, ao longo de duas décadas, investimentos estruturantes suficientes para garantir segurança hídrica.
“Em 20 anos de governos do PT, não houve o início nem a conclusão de uma grande obra para reforçar a segurança hídrica em todo o semiárido da Bahia. Não há uma barragem que tenha sido começada e concluída nesse período. Falta água para o abastecimento humano, para a produção animal e para a produção de alimentos. O pequeno agricultor foi esquecido”, afirmou.
Os efeitos da estiagem têm sido severos. Em abril do ano passado, mais de 70 municípios baianos tiveram situação de emergência por seca reconhecida pelo governo federal, conforme dados do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. A condição é caracterizada por longos períodos de baixa ou nenhuma chuva, com perda de umidade do solo superior à reposição natural.
Em Irecê, palco do evento, moradores enfrentaram no fim de 2025 a seca mais intensa dos últimos 40 anos. Pecuaristas relataram dificuldades para manter os rebanhos e cobraram maior apoio dos governos estadual e federal, especialmente para o fortalecimento do Programa de Distribuição de Milho, considerado essencial para a sobrevivência da produção animal em períodos críticos.
O encontro reforçou o debate sobre a necessidade de políticas permanentes e estruturais para o semiárido baiano, diante de um cenário climático cada vez mais extremo e recorrente.
