
O Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. O placar foi de 42 votos contrários e 34 favoráveis, resultado insuficiente para atingir os 41 apoios mínimos exigidos para aprovação. Com isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá de apresentar um novo nome para a vaga aberta no tribunal.
A derrota tem peso político imediato porque representa um revés raro para o Palácio do Planalto. A rejeição de um indicado ao Supremo não acontecia havia mais de 130 anos, o que transformou a votação em um fato histórico e abriu uma crise institucional e política para o governo em plena reta de articulação no Congresso.
A reação da oposição foi instantânea. O senador Rogério Marinho afirmou que o resultado “vocaliza o sentimento da sociedade”, enquanto Sergio Moro disse querer um STF “independente de Lula”. Nas redes, deputados e governadores aliados da oposição trataram a derrota como marco político. Filipe Barros escreveu “tchau, querido”, Bia Kicis falou em fim da governabilidade de Lula e Nikolas Ferreira resumiu a votação como um cenário em que “perde Lula, ganha o Brasil”.
A leitura oposicionista é a de que a derrota vai além do nome de Messias e expõe desgaste do governo na relação com o Senado. Para o Planalto, o impacto é duplo: além de perder um aliado de confiança no caminho para o STF, Lula agora terá de reconstruir a articulação do zero para evitar novo constrangimento em uma próxima indicação.

