
O tradicional desfile do 2 de Julho, principal celebração cívica da Bahia, também foi marcado por manifestações políticas e momentos de irreverência típicos do cenário baiano. Durante a concentração na Lapinha, em Salvador, manifestantes exibiram cartazes com a frase “Jaques Master”, direcionada ao senador Jaques Wagner (PT).
A expressão faz referência às investigações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apuram supostas relações entre o Banco Master e agentes públicos. O senador é investigado no inquérito e nega qualquer irregularidade, afirmando que pretende comprovar sua inocência.
As imagens dos cartazes rapidamente repercutiram nas redes sociais e chamaram a atenção de quem acompanhava o cortejo. A manifestação ocorreu durante a passagem de Wagner ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do ex-governador Rui Costa (PT), em um dos momentos de maior visibilidade do evento.
Além dos cartazes, o início do desfile também foi marcado por vaias dirigidas às principais lideranças do PT presentes na cerimônia. O 2 de Julho tradicionalmente reúne autoridades, representantes da sociedade civil e milhares de baianos, mas também costuma servir como espaço para manifestações de apoio, críticas e protestos relacionados ao cenário político.
O apelido “Jaques Master” surgiu após a divulgação da investigação conduzida pela Polícia Federal envolvendo o Banco Master. A expressão passou a circular nas redes sociais e foi levada ao cortejo por participantes da festa, transformando um dos assuntos políticos mais comentados das últimas semanas em alvo de ironia durante a principal data cívica da Bahia.
O desfile deste ano acontece em um momento de forte movimentação política no estado, com lideranças já articulando a disputa eleitoral de 2026. Nesse contexto, o cortejo voltou a funcionar não apenas como uma celebração da Independência da Bahia, mas também como um espaço onde o humor, a crítica política e as manifestações populares ganharam destaque diante das principais autoridades presentes.