
Uma jiboia de aproximadamente dois metros foi retirada do lago artificial do Tivoli Ecoresort, em Praia do Forte, no município de Mata de São João, na manhã desta quinta-feira (21). Vídeos mostram ao menos cinco funcionários participando da ação para conter o animal. Em um dos momentos, a cobra chega a se enrolar na perna de um dos colaboradores durante a retirada.
O caso chamou atenção por ter ocorrido dentro de um dos resorts mais conhecidos da Bahia, localizado em uma região marcada pela presença de áreas verdes, lagoas, faixa litorânea e forte circulação turística. Segundo o Mais Região, as imagens teriam vazado internamente e causado desconforto na direção do empreendimento, já que os registros teriam sido feitos pela própria equipe de segurança.
Ainda segundo as informações divulgadas, o resort conta com profissionais treinados para ocorrências envolvendo animais silvestres. Não há registro de feridos durante a ação, nem informação pública sobre o destino dado à jiboia após a captura.
A presença de uma serpente em área de resort não significa, por si só, falha operacional. Praia do Forte está inserida em um território de forte interação entre turismo e natureza, onde animais silvestres podem aparecer em áreas próximas a vegetação, cursos d’água e ambientes preservados. Ainda assim, ocorrências desse tipo exigem manejo adequado, isolamento da área e acionamento de equipe capacitada, tanto para proteger hóspedes e funcionários quanto para preservar o animal.
A jiboia, de nome científico Boa constrictor, é uma serpente constritora e não peçonhenta. A espécie ocorre em regiões tropicais da América Central e do Sul e pode nadar bem, embora costume viver principalmente em terra firme, em locais como troncos ocos e tocas abandonadas. No Brasil, segundo o Zoológico de Brasília, a jiboia ocorre nas cinco regiões do país e pode chegar a cerca de quatro metros de comprimento.
Veja o vídeo:
Apesar do susto provocado pelas imagens, especialistas costumam classificar a jiboia como uma serpente de comportamento lento e geralmente pacífico. O risco aumenta quando o animal é manuseado de forma inadequada, acuado ou cercado por muitas pessoas. Por isso, a orientação em situações semelhantes é evitar aproximação, não tentar capturar por conta própria e acionar órgãos ambientais, bombeiros ou equipes habilitadas para manejo de fauna.
O Mais Região informou que procurou a assessoria do Tivoli Ecoresort e aguardava posicionamento oficial. Até a última atualização disponível, o resort ainda não havia apresentado esclarecimentos públicos sobre a ocorrência, o procedimento adotado na retirada e o local para onde o animal foi levado.