
O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta quarta-feira (24) que deixará a liderança do governo no Senado Federal. A decisão, segundo o parlamentar, foi tomada em comum acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ocorre em meio à repercussão da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.
Em publicação nas redes sociais, Wagner afirmou que sua prioridade, neste momento, será “provar minha inocência” e dedicar-se à campanha pela reeleição do presidente Lula, do governador Jerônimo Rodrigues e à própria candidatura ao Senado ao lado de Rui Costa.
“Acabei de ter uma ótima reunião com o presidente Lula e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal. Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência”, escreveu o senador.

A saída ocorre poucos dias após a nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema envolvendo o Banco Master. A investigação ganhou novos desdobramentos com mandados cumpridos pela Polícia Federal e apreensões de celulares de pessoas ligadas ao caso, ampliando a repercussão política em Brasília e na Bahia.
Jaques Wagner não é investigado formalmente na operação, mas seu nome passou a ser citado em reportagens devido à relação com pessoas alcançadas pela investigação. O senador tem negado qualquer irregularidade e afirma que colaborará com as autoridades sempre que necessário.
No comunicado divulgado nesta quarta-feira, Wagner também reafirmou apoio ao projeto político do governo federal.
“Juntos, com humildade e muito trabalho, renovaremos nosso compromisso com o projeto coletivo que vem mudando a Bahia e o Brasil”, afirmou.
A saída abre caminho para que o Palácio do Planalto escolha um novo líder do governo no Senado, cargo responsável pela articulação política da base governista na Casa. Até o momento, o governo federal não anunciou quem assumirá a função.

