Presidente da Câmara de Lauro de Freitas Continuará Preso Após Caso de Violência Contra Mulher

O Bahia Post
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Presidente da Câmara de Lauro de Freitas Continuará Preso Após Caso de Violência Contra Mulher
Vereador Juca de Lauro de Freitas/ Reprodução

O presidente da Câmara Municipal de Lauro de Freitas, João Raimundo Damacena dos Santos (PSDB), conhecido como Juca, continuará preso. A Justiça converteu em prisão preventiva o flagrante do vereador durante audiência de custódia realizada na manhã deste domingo (28), após a ocorrência envolvendo denúncia de agressão contra a ex-companheira em um bar no bairro da Pituba, em Salvador. A informação foi divulgada pelo Alô Juca.  

Juca havia sido preso na sexta-feira (26), depois de ser acusado de agredir a ex-companheira, uma advogada, dentro do estabelecimento. A ocorrência foi atendida por policiais da 13ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) e registrada na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM/Casa da Mulher Brasileira).  

De acordo com informações atribuídas à Polícia Militar, a vítima relatou que foi agredida após o término do relacionamento. O vereador teria tentado esganá-la durante uma discussão. Um juiz que estava no local teria presenciado a situação e acionado a PM, ponto que ampliou a repercussão do caso por envolver uma autoridade pública como testemunha da ocorrência.  

A Polícia Civil informou que a DEAM/CMB registrou a prisão em flagrante por agressão contra a ex-companheira. Segundo a corporação, o suspeito ainda teria resistido à prisão e desacatado a guarnição da Polícia Militar que atendeu a ocorrência. Guias para exame de lesão corporal foram expedidas, e diligências e oitivas foram iniciadas para esclarecer os fatos.  

O caso tem forte impacto político em Lauro de Freitas. Juca ocupa a presidência da Câmara Municipal, posto de maior influência dentro do Legislativo local. A manutenção da prisão preventiva coloca o vereador no centro de uma crise institucional e aumenta a pressão por uma manifestação formal da Câmara sobre a situação do seu presidente.

A repercussão também ganhou força porque, segundo o Alô Juca, o parlamentar utilizava ao longo da trajetória política um discurso voltado à defesa das mulheres. A publicação informou ainda que fontes ouvidas pelo veículo apontam que Juca é ex-policial militar e foi excluído da corporação.  

A defesa do vereador negou agressão. Em nota citada pelo A Tarde, a assessoria afirmou que Juca participava de uma reunião com sua advogada e que os dois se envolveram em uma discussão por divergências profissionais. O posicionamento também declarou que o episódio estaria sendo esclarecido perante as autoridades e que o parlamentar é contra qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres.  

Com a decisão tomada na audiência de custódia, Juca permanece à disposição da Justiça enquanto a investigação segue em andamento. O caso ainda pode ter novos desdobramentos no campo judicial e dentro da Câmara de Lauro de Freitas, onde a prisão do presidente da Casa já provoca desgaste político imediato.

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